Almeida Garrett

quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Biografia e Bibliografia de Almeida Garrett


Biografia

Nascido no Porto, a 4 de Fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão viria a falecer em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854.

Os seus pais refugiaram-se em Angra, como consequência da invasão francesa de Soult, em 1809, onde o escritor recebeu a influência benéfica do seu tio paterno bispo.

Matriculou-se em 1816 na Faculdade de Direito de Coimbra.

Concluído o curso, em 1821, ano em que termina “O Retrato de Vénus”, vem para Lisboa, onde imediatamente acumula triunfos, no âmbito literário, com a representação de” Catão” que foi considerado injurioso pela censura, tendo Almeida Garrett sido obrigado a comparecer a tribunal.

Exilado como liberal em 1823, viveu em Inglaterra (onde entrou em contacto com a literatura romântica), e em 1825 em França (publicou "Camões", obra marcante para o Romantismo português), até 1826.

No regresso a Portugal dirige os jornais O Português e O Cronista, mas conhece de novo o exílio de 1828 a 1832, voltando a Portugal com os bravos do Mindelo.

De 1833 a 1836, é nomeado Encarregado de Negócios e Cônsul-Geral na Bélgica.
Passos Manuel, na chefia do Governo após a Revolução de Setembro de 1838, encarrega-o da restauração do teatro português, missão que leva a cabo criando, não só o Conservatório de Arte Dramática, mas igualmente a Inspecção-Geral dos Teatros e sobretudo o Teatro Nacional.

É nomeado Deputado em 1837, Cronista-Mor em 1838 e finalmente Par do Reino em 1851.

Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária pois terá publicado varias obras importantes, das quais “Frei Luís de Sousa” em 1843.

Em 1852, num Ministério presidido por Saldanha, foi encarregado, por alguns meses, da pasta dos Negócios Estrangeiros.

Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.

D. Pedro V agraciou-o, a 25 de Junho de 1854, meses antes da sua morte, com o título de Visconde de Almeida Garrett.

Bibliografia

 "O Retrato de Vénus" (1821), "O Toucador" (1822), "Catão" (1822), "Camões" (1825), "Dona Branca" (1826), "O Cronista" (1827), "Adozinda" (1828), "Lírica de João Mínimo" (1829), "O tratado da Educação" (1829), "Portugal na Balança da Europa" (1830), "Um Auto de Gil Vicente" (1838), "D. Filipa de Vilhena" (1840), "O Alfageme de Santarém" (1842), "Romanceiro e Cancioneiro Geral" tomo 1 (1843); tomo 2 e 3 (1851), "Frei Luís da Sousa" (1843), "Flores sem fruto" (1845), "O Arco de Sant'Ana" (1845), "Viagens na Minha Terra" (1845), "As profecias do Bandarra" (1848), "Um Noivado no Dafundo" (1848), "A sobrinha do Marquês" (1848), "Memórias Históricas de José Xavier Mouzinho da Silveira" (1849), "Folhas Caídas" (1853), "Fábulas e Folhas Caídas" (1853).